30 setembro 2009

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O que é Educação Artistica?


APRESENTAÇÃO

Linguagem que se manifesta por meio de elementos visuais, reproduzindo formas da natureza ou criando figuras imaginárias. Compreendem, entre outras, o desenho, a pintura, a gravura, a colagem e a escultura. A linguagem visual é uma das primeiras formas de expressão humana. Quando o homem pré-histórico começa a pintar imagens nas paredes das cavernas, como as de Altamira (Espanha) e Lascaux (França), se distingue do restante do mundo animal.

Arte antiga, medieval e pré-moderna – A partir da arte antiga até o impressionismo, que inicia a arte moderna, as artes plásticas tendem a apresentar uma evolução cíclica. Em geral, os movimentos artísticos surgem como contestação do movimento antecedente e, ao mesmo tempo, como retomada de movimentos passados. Nesse período, a arte é essencialmente figurativa, ou seja, é orientada por estímulos externos ao artista, como a sociedade e a natureza.






Na arte antiga, a escultura, a pintura e a arquitetura são combinadas para atender às exigências de utilidade e beleza. Os egípcios e os povos da Mesopotâmia expressam a riqueza e o poder dos governantes e dos deuses na arquitetura de palácios, túmulos e pirâmides. A arte grega, com proporções equilibradas e linhas harmoniosas, idealiza e prioriza a imagem do homem. Na arte romana, inspirada nos padrões etruscos e helenísticos, as figuras aproximam-se mais da realidade. Durante a Idade Média, o pensamento e a arte medieval colocam Deus como centro do Universo. A igreja controla a produção artística, que tem na arquitetura a sua maior expressão. A escultura e a pintura são utilizadas na decoração de templos .

Durante a Baixa Idade Média e início da Idade Moderna, o pensamento medieval, dominado pela religião, cede lugar a uma cultura que glorifica o homem e o racionalismo. O Renascimento, também identificado como classicismo – pois os artistas se inspiram no legado clássico grego –, busca as dimensões humanas ideais e a representação fiel da realidade, unindo o conceito de verdade à beleza. Surge na Itália, difunde-se por toda Europa, e tem em Leonardo da Vinci (1452-1519) e Michelangelo (1475-1564) seus grandes expoentes. A reação ao espírito renascentista surge no século XVII, com o barroco, expresso principalmente nas obras de Rembrandt (1606-1669) e Rubens (1577-1640), carregadas de sentimentalismo e religiosidade. O neoclassicismo, em meados do século XVIII, representa uma oposição ao estilo extravagante do barroco e pretende o retorno às formas artísticas baseadas na razão e nos ideais clássicos de beleza.

No início do século XIX o romantismo faz prevalecer o subjetivismo e a liberdade de temas e composições. Baseados na expressão de sentimentos e estados da alma, os românticos valorizam a natureza e a religiosidade cristã e reagem ao classicismo e ao neoclassicismo. Na segunda metade do século XIX, fugindo dos excessos emocionais do romantismo, o realismo privilegia a representação objetiva da realidade. O naturalismo segue o mesmo padrão, mas sem o engajamento ideológico do realismo. Já o simbolismo não pretende representar a realidade, mas sugerir idéias, emoções e sentimentos, equilibrando a percepção dos sentidos e a reflexão intelectual.

Arte moderna – No início do século XX, o desenvolvimento da tecnologia, o surgimento de transportes novos, como o avião, e de meios de comunicação de massa, como o rádio e o cinema, causam profundas mudanças no modo de vida da sociedade. Nas artes plásticas, esse novo mundo revela-se no aparecimento de diversas correntes e estilos e na variedade e simultaneidade de propostas estéticas. A arte que se desenvolve a partir do impressionismo caminha no sentido da abstração e atinge seu auge com o expressionismo abstrato.

O impressionismo, que surge entre 1870 e 1880, é o marco inicial da arte moderna. Opõe-se ao rigor das academias de arte, abandonando a composição fixa da pintura clássica e os temas históricos e mitológicos. Seu principal expoente é Claude Monet (1840-1926). O expressionismo começa na Alemanha, nos últimos anos do século XIX. Ganha mais consistência às vésperas da 1ª Guerra Mundial (1914-1918), expressando a angústia desse período, com obras carregadas de traços expressivos, cores fortes e certa dramaticidade, como as telas do norueguês Edvard Munch (1863-1944) e do holandês Vincent Van Gogh (1853-1890). Em 1905, surge o fauvismo (de fauve, fera, em francês), que valoriza o uso de cores vivas, exaltando o instinto em lugar da razão, como no trabalho de Henri Matisse (1869-1954). O primitivismo caracteriza-se por desenhos ingênuos, deformações de perspectiva, temas alegres ou exóticos e detalhes engenhosos.

Em 1907, o cubismo revoluciona as artes plásticas ao romper com a perspectiva, seguida desde o Renascimento. Pablo Picasso (1881-1973), Georges Braque (1882-1963) e Paul Cézanne (1839-1906) iniciam o movimento que se fundamenta na decomposição e geometrização das figuras. Fundado em 1909 pelo poeta italiano Filippo Marinetti (1876-1944), o futurismo combate o culto ao passado e a tradição. As obras refletem os signos do novo mundo, como a velocidade, a comunicação de massa e a industrialização.

Em 1910, Kandinsky (1866-1944) pinta a primeira obra da abstração, que privilegia as formas e as cores da composição em vez do compromisso de representar a realidade. O dadá, fundado em 1916, durante a 1ª Guerra Mundial (1914-1918), protesta contra os valores da nova sociedade industrial, como o materialismo e a produção em série. Os artistas dão mais importância ao processo criativo do que ao produto final, defendendo combinações inusitadas de objetos e formas. Sob influência das teorias de Sigmund Freud, o surrealismo surge na França, em 1924. Pintores como Salvador Dalí (1904-1989) e René Magritte (1898-1967) buscam uma linguagem que se aproxime das simbologias e formas narrativas do sonho.

O expressionismo abstrato predomina nos EUA, nos anos 40 e 50. Para os artistas, a pintura deve ser a expressão da individualidade e da subjetividade do pintor. Essa tendência, que alcança o máximo da abstração, é contestada pelo concretismo, surgido em 1954. Os concretistas defendem uma arte reduzida a elementos puramente plásticos, como cores, linhas e formas. Nos anos 60, o concretismo dá origem à op art (arte óptica), que explora a distorção visual e a mobilidade da imagem ou do objeto.

Arte do pós-Guerra – As manifestações artísticas que surgem do fim da 2ª Guerra Mundial (1939-1945) até o fim da década de 70 refletem a crise de valores despertada pelo conflito. Nesse período, ocorre uma rápida sucessão de movimentos. Várias tendências são agrupadas sob o rótulo genérico de pós-modernismo, como a pop art, o minimalismo e a arte conceitual.

Nascida em meados dos anos 50, a pop art utiliza imagens da sociedade de consumo e torna-se o movimento artístico mais influente dos EUA nos anos 60. O minimalismo busca a simplificação extrema da forma, restringe o uso das cores e trabalha com materiais industrializados. No fim da década, vários artistas substituem a pintura e a escultura por outras formas de expressão, alterando o conceito de arte tradicionalmente aceito. Influenciada pelo dadá, nasce a arte conceitual, que utiliza fotos, textos, objetos e vídeos. Um exemplo é a obra Uma e Três Cadeiras, do norte-americano Joseph Kosuth (1945-), composta por uma cadeira, uma fotografia dela e um verbete de dicionário. Variante da arte conceitual, a land art (arte da terra) intervém em paisagens urbanas e rurais. Em 1970, o norte-americano Javacheff Christo (1935-) embrulha parte do Vale de Great Hogback, no Colorado (EUA). Paralelamente, nos Estados Unidos e na Europa, surgem tendências do construtivismo, que defende a arte funcional.

Nos anos 70, os happenings e as performances, uma fusão de artes plásticas, música, teatro e dança, tornam-se moda mundial. O happening é uma apresentação aparentemente improvisada que incorpora a reação do espectador, enquanto a performance é planejada e não prevê a participação da platéia. Um exemplo é a performance de Joseph Beuys (1921-1986), que em 1965 cobre o rosto com mel, pega o cadáver de uma lebre e percorre uma exposição de pintura discursando sobre a futilidade da arte diante da tragédia ecológica. Os ambientes onde ocorrem essas manifestações artísticas, preparados para estimular a percepção sensorial, são chamados de instalação. O termo, no fim dos anos 60, passa a identificar mais um gênero artístico, que mistura pintura, escultura e objetos industrializados. Um exemplo é a obra Circuito, do norte-americano Richard Serra (1939-), que utiliza chapas de aço perfuradas para criar ilusão de ótica. Na Itália, sob influência da arte conceitual e do minimalismo, surge a arte povera (arte pobre). Também chamada de pós-minimalismo, emprega elementos naturais, como água, terra e areia. Por outro lado, volta a pintura figurativa, neste momento chamada de neofiguração.

Arte contemporânea – Desde o final da década de 70 até a atualidade, as artes plásticas se caracterizam pela ausência de movimentos definidos. De modo geral, os artistas integram-se à indústria cultural e têm menos reservas quanto à comercialização da arte. A recusa de muitos artistas nos anos 60 e 70 em trabalhar com suportes tradicionais, como a pintura e a escultura, e em participar de exposições em galerias e museus diminui nos anos 80. No fim dos anos 70 e nos anos 80, jovens artistas da América Latina começam a ganhar reconhecimento internacional. A ampliação da oferta de obras de arte e o alto preço atingido pelos artistas mais notórios leva o consumidor a buscar opções menos caras. A partir dos anos 90, ocorre uma revalorização da pintura e da escultura. Surgem em todo o mundo artistas jovens que ignoram os movimentos de vanguardas e optam pela recuperação de linguagens e elementos do passado, como o italiano Sandro Chia e o norte-americano David Salle (1952-). Essa tendência em 1979 é chamada pelo crítico italiano Achille Bonito Oliva de transvanguarda. Por outro lado, muitos artistas aliam suas imagens a recursos da comunicação de massa, com técnicas variadas, como a videoarte. Existe uma tendência a eliminar a distinção entre pintores, escultores, fotógrafos, gravadores ou videoartistas, agrupados na definição ampla de artistas visuais. A escolha do material ou da técnica varia de acordo com o tipo de trabalho a ser realizado.

Os anos 90 apontam também para uma tendência da volta da arte como forma de protesto e questionamento. O estilo mórbido (ou disgusting art, do inglês, arte repulsiva) surge na Inglaterra e utiliza elementos orgânicos, como sangue humano e animais mortos. Sobressaem-se os ingleses Damien Hirst e Marc Quinn. O movimento multiculturalista, pautado pelo respeito à pluralidade étnica e cultural, encontra representantes na norte-americana Barbara Kruger (1945-), que trabalha a questão do feminismo, e em Amalia Mesa-Bains.

29 setembro 2009

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Conheça a autora do Blog

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Olá visitante! Este é mais um espaço que abro para dividir com vocês, um pouco do que aprendi, sei e gosto de fazer! Me chamo Socorro Oliveira e as crinaças gostam de me chamar de tia Sol e também os meus amigos da Net! Tenho 38 anos, moro em Fortaleza/Ce; sou casada com o Alexandre a 15 anos, sou mãe do Emanoel de 21, da Priscilla de 17, do Gabriel de 06 e do Miguel de 05 anos. Sou professora a 17 anos (sou da turma de 1992 do Colegio Profº Filgueiras Lima - Fortaleza) e já lecionei em muitas escolinhas, tipo: A Escola Park, o Educandário Maber Amábilis, a Escola Maria Helena, a Creche aprendendo a Crescer ; Fiz meus estágios superviosionados em uma grande escola Piagetiana, o Instituto Wallt Disney. Voltei para a Escola e cursei dois antigos 4º anos, o de Educação Pré-Escolar e o de Educação Especial, no Instituto de Educação do Ceará. Depois que meus filhos nasceram, tive que interromper minha carreira, inclusive a Faculdade, mas agora que os menores já estão crescidinhos, vou tentar passar no próximo vestibular para Educação Artística; isso por que estou apaixonada por muitos tipos de arte e uma delas é Scrapbooking (ver Layout acima). Não tenho como fugir da realidade de que sou professora por vocação. Comecei no 1º ano fundamental, ensinando as tarefinhas de casa para minhas amigas de rua. Toda tarde nos reuniamos e tinhamos verdadeiras aulinhas, era tão diverdido, que cresci com a idéia fixa, que “um dia ainda vou lecionar para as criancinhas! Então eis me aqui. Este blog servirá para trazer muitas novidades da sala de aula, dentre elas, atividades, planos de aula, contextos educacionais, conceitos e muito mais! Espero que você me visite sempre e aprecie esse novo espaço pedagógico!

07 setembro 2009

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Salve a nossa Pátria!

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01 setembro 2009

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